Seg, 11 de Dez de 2017
Saúde

A herança genética e o seu papel no desempenho físico dos atletas de elite

Fisiologista Turíbio Barros diz que a combinação do fator hereditário com avanços da tecnologia e da ciência leva cada vez mais adiante os limites da performance humana

TER, 26 DE JULHO DE 2016 10:37:39

A grande vitrine dos Jogos Olímpicos novamente resgata várias perguntas relacionadas ao desempenho dos atletas de elite. Quem de nós já não se imaginou um dia competindo na Olimpíada ou se perguntou a respeito da possibilidade de ter sido preparado para isso desde a infância? Será possível transformar um indivíduo jovem sedentário em um atleta de alto nível?



Quando se trata de esportes de alto rendimento com importante contribuição da condição física esta transformação na maioria dos casos será impossível. Mesmo que fossem utilizados todos os recursos da moderna ciência do esporte, um fator será sempre determinante: a herança genética.

O admirável código genético presente nos cromossomos das nossas células será sempre o indicador biológico da formação de um atleta. Certamente existirá uma grande contribuição da metodologia científica na preparação física e no aprendizado motor, entretanto, se a “fôrma genética” não for favorável, o “produto final” nunca poderá ser um atleta de elite.

Alguns exemplos reforçam nitidamente esta teoria. Consta na literatura um fato que sempre chamou a atenção dos cientistas do esporte. O filho do famoso corredor inglês Roger Bannister foi certa vez levado à um laboratório de fisiologia do exercício. O jovem nunca havia praticado qualquer tipo de atividade física regular. No entanto, ao ser avaliada sua aptidão física, os índices obtidos eram compatíveis com os de indivíduos altamente treinados. Ou seja, ele tinha uma condição física digna de um atleta, apesar de não praticar exercícios. Esta herança natural, com certeza possibilitaria que ele se tornasse um atleta de elite, ou seja, um “fora de série”, se submetido a um programa de treinamento adequado.

É portanto esta herança genética a explicação para os grandes fenômenos do esporte, e a combinação deste fator com os avanços da tecnologia e da ciência leva cada vez mais adiante os limites da performance humana.

Fonte: globoesporte.globo.com

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